A LTE é nova tecnologia que mostra grande potencial para redes 4G devido a sua velocidade de acesso, e pode deixar o WiMax para trás.
A nova tecnologia para banda larga móvel em alta velocidade em desenvolvimento, a LTE, ou Long Term Evolution, promete balançar as bases da tecnologia, podendo tornar a velocidade de navegação muitas vezes mais rápida.
A LTE, lançada pela gigante americana Verizon, pode ser considerada uma evolução da tecnologia 3G, e já está sendo vista por especialistas como a última etapa antes do que poderia ser a tecnologia 4G.
Como as redes de telefonia móvel não são mais utilizadas apenas para a transmissão de voz, cada vez mais dados de chamadas de vídeo, conteúdo multimídia, jogos e navegação são utilizados por um número crescente de usuários. E a tecnologia deve evoluir constantemente para acompanhar o uso dos vários recursos.
Velocidade até dez vezes mais rápida
A grande inovação da LTE é a velocidade da transmissão de dados através da rede sem fio. Quem já estava impressionado com a tecnologia 3G, que permite downloads com transmissão dados numa velocidade de até 14Mbps (megabits por segundo), vai ficar de queixo caído com a LTE.
As principais vantagens são maior velocidade de transmissão de dados (que pode chegar a 100 Mbps para download e 30 Mbps para upload), menor latência, capacidade de banda escalável e compatibilidade com as infraestruturas existentes, desde que elas usem GSM ou UMTS.
Só para ter uma ideia, a tecnologia WiMax, que segundo especialistas já vem sendo ultrapassada pela LTE, atinge o pico de 72Mbps.
No último Mobile World Congress, evento mundial da tecnologia móvel ocorrido em fevereiro em Barcelona, um stand da Ericsson mostrou o download de um arquivo de 200MB em menos de dez segundos. Nos testes da LTE os picos de velocidade chegaram a atingir 170Mbps (megabits por segundo), ou seja, mais de dez vezes o que a tecnologia 3G faz hoje e mais que o dobro que a WiMax promete fazer.
Outra novidade interessante da LTE é o suporte às transmissões de televisão HD, a TV digital de alta qualidade, já em processo de implantação no Brasil este ano. No Mobile World Congress, no stand da LG, foi mostrado um streaming ao vivo de HD através da rede LTE.
Mas, e os aparelhos?
A plataforma para uso da LTE não deve ficar apenas nos aparelhos móveis como celulares, mas também modems USB e computadores portáteis. A tecnologia 3G sofreu alguns atrasos de implantação, devido à falta de suporte nos aparelhos mais populares.
Tecnicamente, a migração para as redes LTE irá fazer com que a comunicação celular passe a ser 100% baseada em redes IP. Nelas, o tráfego inclui dados, voz, vídeo e mensagens.
Para a LTE, grandes fabricantes e operadoras já ofereceram oficialmente apoio para a implantação mundial, como a Nokia, Ericsson e outras grandes, que apresentaram testes em seus stands no Mobile World Congress.
O grande interesse do mercado nessa tecnologia está na mudança do foco, de apenas transmissão de voz para a transmissão de grandes volumes de dados. Especialistas apontam para o crescimento das redes ao redor de serviços já em fase de implantação, como chamadas em vídeo, acesso à internet e conteúdo multimídia, que já atingem 30% dos usuários no Brasil.
Implantação
A expectativa é de que as primeiras redes LTE entrem em funcionamento comercial a partir do próximo ano, em países da Europa e nos Estados Unidos.
A Alcatel-Lucent está ativamente envolvida na maioria dos projetos LTE que estão sendo desenvolvidos pelas operadoras de primeiro plano em todo o mundo, incluindo os programas de testes com a Verizon Wireless, a Telefonica, a Etisalat, a Singtel e a China Mobile.
A empresa é também o primeiro fornecedor a ser reconhecido com uma certificação FCC pelas suas estações base LTE na banda de frequência de 700 MHz, um requisito essencial nas vendas no mercado do Estados Unidos.
Já no Brasil, a criação de infraestrutura baseada na tecnologia depende da solução de questões relacionadas à faixa de frequencia utilizada. Isto porque, no resto do mundo, a LTE usa a faixa de 2,5 GHz, frequencia que, no Brasil, é de propriedade de operadoras de TV por assinatura. O problema está nas mãos da Anatel, mas ainda não tem previsão de ser decidido.
A popularização do 4G, com chances cada vez maiores de ser personificado pelo LTE, fomentará um novo mercado de aplicações e serviços móveis, principalmente que envolvam conteúdo multimídia e aplicações de geoposicionamento.
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